sexta-feira, 7 de junho de 2019

QUAL O PREÇO DA SUA OMISSÃO?



O trabalhador brasileiro se acostumou a ser omisso, faz parte da cultura brasileira, agir apenas quando a causa é própria e incontestavelmente individual.
Participar da solução dos problemas que envolvam outros, mesmo que estes problemas também possa vir a prejudicar a si mesmo não faz parte do dia a dia do nosso povo.
Não é preciso nenhum estudo científico para comprovar que nosso povo gosta mesmo é de levar vantagem em tudo, principalmente se esta vantagem vier sem que ele tenha que se esforçar, ou tenha que se comprometer na busca do resultado.
Um trabalhador que adora ter direitos sem ter que respeitar nenhum dever, um trabalhador que reflete simplesmente o rosto do patrão, sim, o trabalhador brasileiro nada mais é do que um reflexo distorcido do próprio patrão.
Vemos hoje um imenso esforço dos empresários e até mesmo de uma boa parcela dos trabalhadores querendo a morte eterna dos sindicatos brasileiros, esquecem que foi através  do sindicalismo que os direitos trabalhistas que todos amam foram conquistados.
Enganam-se aqueles que acham que o sindicalismo é o responsável pela desgraça que se abateu neste país, miséria, corrupção, desemprego, reforma previdenciária, altíssima carga tributária e tantos outros problemas, não foram causados pelo sindicalismo.
Estes problemas foram causados pela omissão, você trabalhador foi omisso quando não participou do seu sindicato, foi omisso quando viu um corrupto agindo e não se revoltou, foi omisso quando elegeu um governo salvador da pátria em troca de migalhas, está sendo omisso novamente, pois está vendo que os tempos mudaram e que agora é necessário a sua participação novamente para reconstruir este país e continua esperando um milagre.
O cenário é catastrófico, de um lado temos uma imensa e crescente massa de pessoas precisando trabalhar, do outro lado temos um mercado de trabalho em constante transformação, um verdadeiro mutante que evolui rapidamente deixando para trás aqueles que por algum motivo não conseguem acompanha-lo.
Os treze milhões de trabalhadores brasileiros que ainda sonham com os empregos prometidos após a milagrosa reforma previdenciária, podem se preparar porque o sonho vai virar um pesadelo. Em um país a onde a maioria da mão de obra é desqualificada e tem pouco estudo, só vai conseguir uma oportunidade aqueles que estiverem qualificados e dispostos a trabalhar mais por cada vez menos.
Todo bom economista sabe que um dos últimos indicadores da economia que vai mostrar resultado positivo será o indicador da geração de emprego.
Esse cenário é o preço da sua omissão, sim isso mesmo.
Cada vez que o povo trabalhador se omite e acredita sem questionar nas propostas do governo acaba pagando um preço altíssimo, foi assim no passado e está sendo assim no presente.


Escrito por: Alexandre Alberto
Presidente SINGAPAR


quinta-feira, 30 de maio de 2019

Informalidade na Economia.



A informalidade, termo usado na Economia para os números que não aparecem no computo geral do que é produzido pela economia do país (PIB), movimentou no ano de 2018, a impressionante cifra de 1.170 trilhões de reais, o que equivale a quase duas vezes (2017), a  produção da economia África do Sul, pais de 60 milhões de habitantes.
Os dados da Informalidade revelam seu avanço no Brasil, pelo 4º ano seguido, segundo o índice de Economia Subterrânea (IES), divulgado pelo Ibre/FGV ( Fundação Getúlio Vargas) o que equivale a 16,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Estas cifras são relevantes, considerando que a “produção” ocorre no paralelo, ajuda as pessoas que por diversas razões utilizam este caminho como opção de vida na questão de sua renda pessoal, mas interfere diretamente nos recursos do governo, porque não pagam um centavo sequer de tributo, impostos ou taxas.
Em se tratando de contas públicas é um desastre, porque, sem arrecadação, o governo federal fica “sem caixa” para fazer investimentos, pagar suas contas, custear a máquina do estado, atender benefícios sociais e etc. Mais ao final deste caminho vai desencadear, ora ou outra, o incremento da inflação.
É preocupante também, sob o aspecto de que a sua existência, revela uma fragilidade do Estado, quanto ao seu papel regulador (no Brasil é muito mais controlador) da economia, onde uma atuação com eficiência resultaria em estabilidade econômica, gerando a livre concorrência, oportunidades de  investimentos em todos os segmentos econômicos, um mercado altamente abastecido e acesso ao consumo à todas as camadas da população.
E o mais grave de tudo é que, a informalidade tem como primeiro sintoma, o não atendimento a todas as oportunidades citadas no parágrafo anterior, reflete no  afastamento de investidores, além de revelar uma economia enfraquecida e o indesejado desemprego.
O mais interessante é que, mesmo com todos os percalços da economia brasileira, com geração de menos emprego a cada ano, a informalidade é um tema que tinha fugido das análises linhas da imprensa há muito tempo, deixando de ser tratada com a devida importância e reflexos que derrama sobre toda a economia, mas este é um motivo para outra análise.  
Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 

Colaborador político e colunista mensal do Blog








quinta-feira, 2 de maio de 2019

Camuflagem na Economia.


Camuflagem na Economia.                                                                 
Camuflar significa disfarçar. Na Economia brasileira, o termo pode ser muito bem aplicado, quando se trata de acompanhar preços e inflação.
Calcada em dois pilares que regem esta ciência, a produção e o consumo, regulam os acontecimentos que ocorrem no mercado e vão determinando o andamento e o ritmo dos índices, que acompanham seu desenvolvimento.
Sabemos que hoje existe uma enorme distância entre o constante aumento de preços de muitos produtos e mercadorias e os índices oficiais divulgados para a inflação. O reflexo imediato disto é a perda de poder aquisitivo da grande maioria da população. Aumento ou reposição dos salários para as categorias de trabalhadores...?  Enfim; na hora de fazer suas compras, cada brasileiro sabe muito bem o que acontece ao pagá-las, susto e incredulidade. 
Para fazermos atender as nossas necessidades, sejam quais forem, precisamos de dinheiro, que chega até nós através do trabalho ou outra atividade laboral, que nem sempre é remunerado de forma compensadora.  O mercado é que deve regular o valor pelo serviço que é prestado. Para uma minoria, e bem pequena por sinal, não há preocupação nenhuma, porque não estão inseridos no rol de relés mortais que mal ganham para seu sustento. Afinal, uma pergunta: para que serve o salário mínimo mesmo, se nem a inflação real lhe é reposta na integridade? Ou alguém, por acaso, acredita nos índices inflacionários divulgados oficialmente pelo governo?  Aliás, é bom que se diga, que o próprio dinheiro, com o qual pagamos nossas “contas”, suado para ganhar até... , não nos pertence, ele é um bem que pertence à terceiros (governo), que detém seu domínio, enquanto nós cidadãos, só temos a posse. Para aqueles “um pouco mais vividos”, basta lembrar do Collor e seu maquiavélico Plano Cruzado, num só “golpe” , derrubou milhões de brasileiros.
Num país “emergente”, em busca de crescimento econômico e melhor posicionamento no mercado mundial, para ampliar suas divisas, o Brasil vai mal. Em razão de crises atuais e, também por escolhas erradas durante duas décadas, quando abandonou o mercado internacional promissor e se voltou para ajudar países paupérrimos, adotando uma política de relações exteriores inadequada, de onde nasceu a grande maioria dos atos de corrupção apurados pela Lava Jato, que investiga o maior roubo de dinheiro público, como jamais visto dantes em qualquer outro país mundo afora, a tarefa que nos resta é correr atrás do tempo perdido. E não vai ser fácil.
Para ilustrar a questão inflacionária, no dia 13/04, a gasolina (produto referência ) vendida no posto em que abasteço regularmente, saltou de R$ 3,959 para 4,0959, ou seja 3,536% de um dia para o outro, bem próximo de 3,75% que foi o índice oficial da Inflação no Brasil em 2018. Como nem tudo é tão “ruim” em nossa economia, 3 dias após, no mesmo Posto, a gasolina baixou de preço para R$ 3,929 o litro. Em 2018, segundo a Petrobrás, o aumento do produto foi de 7,53%, e também que o preço médio na cidade é de R$ 4,179. Quem consegue explicar tamanha dança dos números em nossa economia?Alguém se habilita?
 Assim, é de se perguntar: o que falta para o Brasil estabilizar sua economia como ocorre em tantas nações mundo afora, que não possuem a imensurável gama de riquezas que temos?
O Brasil não pode mais se dar ao luxo de jogar fora oportunidades de ouro que possuímos para inserir nosso país no rol das economias estáveis e produtivas do planeta.
Reforma Tributária, Política, com cortes de gastos públicos e desperdícios devem ser prioridade para este novo governo, que tem inúmeros desafios a vencer , se quiser convencer.
Como detalhe, os brasileiros já pagaram R$ 800 bilhões em impostos desde o início de 2019. O até o dia 23, segundo cálculo do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Este montante foi alcançado uma semana mais cedo na comparação com o ano passado, quando a marca de R$ 800 bilhões foi atingida no dia 30 de abril, que corresponde a um aumento de 4,06% para os cofres do governo.
Assim, enquanto ganha com a inflação no quesito financeiro, o governo ainda consegue aumentar sua arrecadação tributária (até aqui) em 4,06%, nada mal para ele, num cenário ainda nebuloso para a Economia Brasileira neste início de 2019
Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 

Colaborador político e colunista mensal do Blog


sexta-feira, 26 de abril de 2019

AGENDA DO PRESIDENTE MÊS DE ABRIL

REUNIÃO COM A SECRETARIA DO TRABALHO NO DIA PRIMEIRO DE ABRIL PARA APRESENTAR A PAUTA REIVINDICATÓRIA DOS GARÇONS PARA A MELHORIA DO APLICATIVO PARANÁ SERVIÇOS. 

ENTREVISTA DO SECRETÁRIO GERAL PEDRO CARVALHO PARA A PARANÁ TV NO DIA  4 DE ABRIL DE 2019.

REUNIÃO COM O NOVO DELEGADO SINDICAL DE GUARATUBA A ONDE ASSINAMOS A SUA FILIAÇÃO NO DIA 3 DE ABRIL DE 2019

PRESTIGIANDO O LANÇAMENTO DO PROGRAMA CRIANÇA FELIZ NO PARANÁ.
 REUNIÃO PARA A CRIAÇÃO DA COOPERATIVA DOS PEQUENOS PRODUTORES DE BALSA NOVA NO DIA  23 DE ABRIL DE 2019.

sábado, 30 de março de 2019

Do Operário ao Previdenciário.


Do Operário ao Previdenciário.
Dos meus tempos de criança, lembro das sirenes das “fábricas apitando”, soando as 7 e 11:30 da manhã e 13:00h e 18:00h da tarde, quando operários entravam e saíam do trabalho. E no sábado, havia expediente pela manhã; portanto, uma jornada de 52 horas de trabalho/semana. A grande maioria era assim. O operário, Trabalhador que, mediante salário, exerce uma ocupação manual; ou, Trabalhador manual ou mecânico nas grandes indústrias, nem é mais conhecido por esta denominação, abriu espaço para profissões que surgiram em decorrência da evolução e inovações tecnológicas. A velha mão de obra cedendo espaço para novos tempos e novas relações de trabalho.
A evolução e modernidade do trabalho, de máquinas e equipamentos impuseram, às relações de trabalho, a necessidade de como “recompensar” ou prevenir as categorias trabalhadoras, prestadoras de serviços de toda natureza. Então, olhando bem mais a frente apareceu á recompensa, um “salva guarda” para a força do trabalho, instituindo-se a previdência para que, ao final do período produtivo, este obtivesse um prêmio financeiro pela jornada de longos anos de atividade ao que denominamos “mercado de trabalho”. Aí adveio a aposentadoria.
Nada mais justo premiar a quem trabalhou, produziu e contribui com sua força física, talento, capacidade e produtividade ao longo da vida. Mas a quem caberia “promover esta gratificação”? Coube ao estado/governo gerir os recursos e a tarefa de estabelecer as diretrizes desta iniciativa. Um “terceiro” para regular as relações de emprego e benefícios, estabelecendo-se condições de desempenho legal das atividades laborais e a gestão de um fundo previdenciário, constituído pelas contribuições de empregados e empregadores.
A previdência social que é o conjunto de instituições ou de medidas de proteção e assistência aos cidadãos em caso de doença, desemprego, aposentação, etc, passa a regular as relações entre empregador e empregado.
Tudo começou com a política previdenciária de saúde, na criação das primeiras instituições de proteção social, as caixas de aposentadoria e pensões (CAPS), instituídas pela Lei Elói Chaves em 1923, que estabelecia o direito dos contribuintes “a socorros médicos em caso de doença em sua pessoa ou pessoa de sua família” e  garantia o direito “a medicamentos obtidos por preço especial”. A criação dos institutos de aposentadoria e pensões (IAPS), na década de 1930, representou uma mudança na postura do Estado em relação à política de proteção social, que passou a assumi-la cada vez mais, como sua atribuição. A partir de 1945, com a industrialização crescente e com a liberação da participação política dos trabalhadores, ocorreu um aumento significativo da demanda por atenção à saúde.
A criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966, pelo governo militar, unificando todas as instituições previdenciárias setoriais, significou para a saúde previdenciária a consolidação da tendência da contratação de produtores privados de serviços de saúde, como estratégia dominante para a expansão da oferta de serviços.
A criação do INAMPS, em 1977, deu-se num contexto de aguçamento de contradições do sistema previdenciário, cada vez mais pressionado pela crescente ampliação da cobertura e pelas dificuldades de reduzir os custos da atenção médica, em face do modelo privatista e curativo vigente.
O INAMPS entrou, então, na década de 1980, vivendo o agravamento da crise financeira e tendo de equacioná-la não simplesmente como o gestor da assistência médica aos segurados da previdência, mas cada vez mais como o responsável pela assistência médica individual ao conjunto da população. A assistência médica aos segurados foi atribuída ao INAMPS e a gestão financeira, ao Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (Iapas), permanecendo no INPS apenas a competência para a concessão de benefícios.
O INSS foi criado pelo Decreto nº 99.350 de 27 de junho de 1990 mediante a fusão do Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS), com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Compete ao INSS a operacionalização do reconhecimento dos direitos da clientela do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que atualmente abrange mais de 40 milhões de contribuintes.
Trata-se de um mecanismo democrático, que ajuda a minimizar as desigualdades sociais. A renda transferida pela Previdência é utilizada para assegurar o sustento do trabalhador e de sua família quando ele perde a capacidade de trabalho por motivo de doença, acidente, gravidez, prisão, morte ou idade avançada. No entanto, apesar dos alegados benefícios sociais, especialistas apontam que a instituição da Previdência Social é deficitária.
Nos dias atuais, a batalha para a reformulação da Previdência Social ( Reforma Previdenciària), transformada numa batalha política, como sempre foi, deixa de lado duas questões importantíssimas: primeiro a da perda de direitos de trabalhadores já aposentados, quando da concessão do benefício (só para citar um deles, recente, o fator previdenciário,  que diminuiu o valor do “rendimento”,  considerando  idade e expectativa de vida), regras alteradas pelo “terceiro” e; segundo, nunca houve uma auditoria extena e independente no INSS demonstrando como, ao longo dos anos, o capital agregado pelo fundo específico foi gerido, qual foi a remuneração,  e se, neste tempo todo desde a criação da obrigatoriedade de contribuição, este fundo foi administrado de maneira eficiente.
E assim, a classe trabalhadora assiste atualmente a mais uma disputa sobre a sua aposentadoria, e não tem a mínima idéia dos prejuízos que sofreu ou sofrerá momento da obtenção do benefício, as perdas ocorridas ao longoda jornada e os direitos suprimidos de várias formas, uma vez que, quando criado o benefício por tempo de serviço, o tempo estabelecido  era de 25 anos de trabalho para a o homem e 20 anos para as mulheres. Dirão os defensores da reforma que a expecativa de vida aumentou bastante para homens e mulheres nas últimas décadas. Verdade, mas o volume de contribuintes também aumentou, o bolo da receita e a supressão de direitos, também. Em suma, quem perdeu e perderá são os próprios beneficiários, os verdadeiros donos da “bolada”, que hoje está em disputa.


Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 

Colaborador político e colunista mensal do Blog





quinta-feira, 14 de março de 2019

AGENDA DO PRESIDENTE 11. 03. 2019

Reunião com a SEJU para o treinamento com o novo Aplicativo do Governo.
Mais um trabalho realizado para trazer mais valorização da mão de obra autônoma dos garçons paranaenses.
É o SINGAPAR, trabalhando para engrandecer e valorizar a profissão de todos os garçons autônomos do Paraná.


sábado, 2 de março de 2019

Na calada da noite ou no silêncio do povo?


Na calada da noite ou no silêncio do povo?

E foi assim que assassinaram o sindicalismo brasileiro. Agora, será cada um por si, e os exploradores contra todos.
Nem a Lei Áurea poderá libertar os escravos modernos da tirania que está por vir. A moderna escravidão vem disfarçada de empregos precários, a moderna escravidão tem nome simples, ela é chamada de; “poucos empregos e todos os direitos ou nenhum direito e muitos empregos”.
Senhores trabalhadores deste país, a sua inercia, sim, a sua própria falta de atitude é a causa de tudo isto, pois até hoje vocês nunca quiseram participar de nada, sempre foram omissos as próprias responsabilidades, todos deveriam ter participado mais das atividades sindicais, todos vocês deveriam ter fiscalizado as ações dos dirigentes sindicais, da mesma forma que deveriam fiscalizar os seus políticos. E sabem porque? Porque o sindicalismo sempre foi a única ferramenta do trabalhador para combater os abusos cometidos no mundo do trabalho. Ou vocês pensam que não existem abusos no mundo trabalhista? Agora meus amigos, vocês serão forçados a verem os vossos direitos sendo aniquilados em troca da falsa promessa de que novos empregos serão gerados. E tudo isso ainda vem acompanhado com a extinção do sindicalismo brasileiro que de uma hora para outra passou a ser o único culpado pela desgraça brasileira. Coloquem isso em vossas cabeças; enquanto o mercado financeiro for mais atrativo que a atividade produtiva, nenhum capitalista vai querer investir em produção só para gerar emprego para os trabalhadores.
Só posso lamentar! Só posso dizer, que: "Bobeatum estes, enrrabados fostes". Na calada da noite, as vésperas da grandiosa festa da carne, os abutres do planalto se serviram do corpo e do sangue do último guardião dos direitos trabalhistas no Brasil, se todos pensavam que os SINDICATOS até hoje só serviram para enriquecer sindicalistas estão totalmente enganados ou são ignorantes mesmo, qualquer um que estudar um pouquinho vai ver que as conquistas trabalhistas somente são possíveis quando existem pessoas dispostas a lutar por elas.
Antes que qualquer PHD formado no Facebook queira fazer uma tese para defender o indefensável, vou desenhar o assunto. No Brasil temos uma praga chamada jeitinho brasileiro, e isto meus amigos é a raiz dos nossos problemas, o trabalhador é malandro, o empresário é malandro, o político é malandro etc... Somos todos malandros. Agora imaginem só com tanta malandragem assim em um mesmo lugar o que vai ser do cidadão que hoje está sonhando com um emprego formal, ou com a sua aposentadoria, férias etc...
Bem ao, meu ver, ele vai continuar sonhando, porque isto de ter direitos trabalhistas não vai mais acontecer. Se tivéssemos um pouco de espirito de união, se de fato fossemos uma sociedade civil organizada consciente dos nossos direitos e deveres, se fossemos capazes de cumprir a Lei, ou quiçá fossemos capazes de compreender a Lei, não precisaríamos, de entrar novamente na era pré-histórica do capitalismo selvagem.
Nosso problema é justamente esse, nunca fomos uma nação unida, nunca fomos um povo capaz de trabalhar juntos por um mesmo ideal.
Hoje você pode estar achando que destruir o sindicalismo era necessário para ver os empregos florescerem novamente, posso garantir que você trabalhador que pensa dessa forma está completamente enganado. O único motivo que move o atual governo para desmantelar os sindicatos é político, e não econômico. O Governo não quer gerar emprego, ele quer acabar com a capacidade de mobilização das entidades sindicais, em um projeto de poder é preciso enfraquecer o adversário de todas as formas, e pasmem vocês os sindicatos eram as últimas entidades civis organizadas que poderiam fazer frente a este projeto político de poder que mal começou e já se rendeu aos velhos hábitos do jeitinho brasileiro de fazer política. Nem bem começou e já vemos os esqueletos pulando fora dos armários.

Alexandre Alberto

Presidente SINGAPAR AUTÔNOMOS






sexta-feira, 1 de março de 2019

O ESTADO, REGULADOR

O Estado, regulador.
Estado (do latim status: modo de estar, situação, condição) data do século XIII e se refere a qualquer país soberano, com estrutura própria e politicmente organizado, bem como designa o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação. O Estado não se confunde com governo. O Estado é organizado política, social e juridicamente, ocupando um território definido onde, normalmente, a lei máxima é uma constituição escrita. É dirigido por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. Um Estado soberano é sintetizado pela máxima "Um governo, um povo, um território “(Max Weber). Governo, a autoridade governante de uma nação ou unidade política, que tem como finalidade regrar e organizar a sociedade. Nação, do latim natio, de natus (nascido), é uma comunidade estável, historicamente constituída por vontade própria de um agregado de indivíduos, com base num território, numa língua, e com aspirações materiais e espirituais comuns.
Com os conceitos acima, podemos descrever, com direito a ampla análise e debates, o que vivemos hoje, na “terra brasilis” e mundo afora. Precisamos reconhecer que o ser humano, por natureza, gosta de transferir responsabilidades “a outrem”, principalmente quando se trata de obrigações. Talvez por isto, hoje vivemos dias mais atribulados e conturbados, uma vez que; constantemente, parcelas, grupos, segmentos da sociedade, recorrem a governos para promulgar normas e regulamentações, de defesa de direitos e proteção, por exemplo. E, convenhamos, os governos já possuem um esmerado zelo para regular a vida do cidadão, que dirá quando é ele próprio que pede por mais “assistência”.
Um país democrático, de verdade, evidentemente é muito melhor para se viver do que aqueles que adotam regimes autoritários, ou aqueles em que a liberdade individual é restrita. Isto; porém, não significa que a sociedade viverá só de direitos e em berço esplêndido, mesmo numa democracia, as normatizações e leis devem existir e é preciso que se exija seu cumprimento. Regimes “monitorados” inibem a espontaneidade, dificultam a propagação de idéias, cortam as liberdades individuais, prejudicando o crescimento e o desenvolvimento social e econômico.
No Brasil, estamos em busca de uma verdadeira democracia, genuína e cristalina, coisa que ainda nem temos a consciência exata do que é, e o que proporciona de bom para a sociedade toda. O que fomos acostumados a fazer há algumas décadas, foi sempre ressaltar e enaltecer algo que nunca tivemos de verdade, a plena democracia, mas da qual não devemos desistir porque acreditamos ser muito bom para todos. Então, o que nos resta é abraçarmos a causa, cumprir com nossas obrigações, buscarmos mais informações, conhecimento e qualificação; para aí sim, podermos cobrar daqueles a quem cabe o dever de gerir, cuidar e desenvolver normativas e regulamentações – leiam-se governantes -, a elaboração de leis que produzam oportunidades e condições de igualdade para que nosso país, através da participação de seus trabalhadores e de toda sociedade, usufrua plenamente de todas as riquezas que possuímos, proporcionando a prosperidade geral  de toda população. O Brasil será o país que desejamos no dia que, cada um, fizer aquilo que é seu dever, sem regalias, privilégios, foro privilegiado; pois, num regime democrático, todos devem ser iguais perante a lei, sujeitos as mesmas regras gerais de conduta, senão....., o perigo mora ali, bem ao lado.
Com tantas riquezas e possibilidades de crescimento, não podemos mais adiar a nossa inserção no mundo desenvolvido, onde a competição é a palavra de ordem. Não há opções, é competir ou desistir.

Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 

Colaborador político e colunista mensal do Blog.



domingo, 24 de fevereiro de 2019

AGENDA DO PRESIDENTE DIA 22.02.2019


REUNIÁO COM OS REPRESENTANTES DA SEJU DIA 22/02/2019
PAUTA DA REUNIÃO:
REIVINDICAÇÕES PARA TODA A CATEGORIA DE NOVOS CURSOS DE QUALIFICAÇÃO E APOIO PARA CONSEGUIRMOS CRIAR UM SELO DO GARÇOM AUTÔNOMO LEGAL.
PARTICIPANTES: EDSON CAMARGO, SEJU; EDUARDO HENRIQUE SOARES, SEJU; JOSÉ CARLOS WEIL; CONSULTOR TÉCNICO PARA O SINGAPAR, PEDRO CARVALHO; SECRETÁRIO GERAL DO SINGAPAR; ALEXANDRE ALBERTO; PRESIDENTE SINGAPAR.




sábado, 16 de fevereiro de 2019

AGENDA DO PRESIDENTE

Esta nova coluna destina-se a dar publicidade e transparência para as ações e os trabalhos realizados pelo Presidente e Diretores  do SINGAPAR AUTÔNOMOS em prol da categoria.


DATA: 21/01/2019
TRABALHO REALIZADO
PARTICIPANTES: FABIO AGUAYO PRESIDENTE SINDABRABAR, ALEXANDRE ALBERTO PRESIDENTE SINGAPAR AUTÔNOMOS, PEDRO CARVALHO SECRETÁRIO GERAL SINGAPAR AUTÔNOMOS, DR. CASEMIRO LAPORTE ADVOGADO SINGAPAR AUTÔNOMOS.
REUNIÃO PARA A ENTREGA DAS REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA DOS GARÇONS AUTÔNOMOS, AO SR. FABIO AGUAYO PRESIDENTE DO SINDICATO PATRONAL DOS EMPRESÁRIOS DE CURITIBA, SINDIABRABAR.





DATA: 14/02/2019

TRABALHO REALIZADO

PARTICIPANTES: ALEXANDRE ALBERTO PRESIDENTE SINGAPAR AUTÔNOMOS, PEDRO CARVALHO SECRETÁRIO GERAL SINGAPAR AUTÔNOMOS, JOSÉ CARLOS PROFESSOR, ECONOMISTA E CONSULTOR TÉCNICO PARA O SINGAPAR AUTÔNOMOS, ISMAEL MEMBRO DA SECRETARIA DO TRABALHO, CACIBO BUFFARA MEMBRO DA SECRETARIA DO TRABALHO.

REUNIÃO COM OS NOVOS MEMBROS DA SECRETARIA DO TRABALHO PARA A PARCERIA NO PROGRAMA DO APLICATIVO PARA OS TRABALHADORES AUTÔNOMOS NO PARANÁ, REIVINDICAÇÃO DE CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PARA A CATEGORIA E APOIO PARA A ENTIDADE.


Coxão Mole – Promoção.

Coxão Mole – Promoção.
Dia destes, voltando para casa, vi uma placa à frente de um açougue onde um cartaz de letras garrafais e cor viva anunciava – Promoção > Coxão Mole R$ 19,90 o kg. Continuando no trajeto, fiz conta rápida de cabeça e aferi que este valor representa 2% do salário mínimo vigente no Brasil.
Puxa vida, sabe lá o que representa este valor no comparativo para um dia de trabalho de um assalariado: 59,82%, ou seja, tem que trabalhar 4,96h do dia para comprar 1 kg do tal produto em promoção.
Como os números me chamaram a atenção, pesquisei alguns aumentos (médios) de produtos básicos no dia-a-dia do trabalhador, no ano de 2018: carne 33,67%, gasolina 163%, Cesta Básica 33,67%, passagem de ônibus 57%, gás de cozinha 10,97%.
O Aumento do salário mínimo foi de 4,61%, após o reajuste para 998,00 reais em janeiro de 2019, pasmem, a inflação oficial de 2018 ficou em meros 3,75% a.a., segundo o IBGE.
Convenhamos que, olhando para os números aí acima citados, não dá pra entender como funcional a dança dos números da economia do Brasil, quando se compara os números oficiais (Governo ) e os números reais do mercado em si ( leia-se, preços básicos praticados ao consumidor).
A dedução lógica é que há uma inflação contida (ou escondida), onde quem paga a conta é o cidadão/trabalhador, que a cada compra em mercados, lojas, farmácia, postos de gasolina e tal, vê seu dinheiro sempre encolhendo, enquanto no andar de cima os orçamentos são sempre “ajustados” para cobrir as contas do governo.
Se a população tivesse noção do mal que representa o processo inflacionário no dia-a-dia das pessoas, ainda mais quando esta é camuflada então......
Nosso país precisa de inúmeras iniciativas e ações para corrigir as medidas erradas adotadas em governos anteriores, mas o povo em geral, para se defender e precaver destas aberrações dos números da economia precisa mesmo é estudar, aprender e aplicar conceitos econômicos na sua vida.
Para se ter uma idéia, nos últimos dois anos, o gás de cozinha subiu acima de 90%, em virtude de, num período de 12 anos, não sofrer nenhum reajuste; e, na política de preços dos combustíveis, para não ficar defasado, os preços devem ser alinhados pela variação da cotação do mercado internacional.
Alguém, durante este período todo, ignorou esta norma e, de uma hora para outra a conta chegou.
Para encerrar, segundo o Dieese o salário mínimo de um trabalhador brasileiro em dezembro de 2018, deveria ser de 3.960,57, para atender suas necessidades básicas.
Afinal, quem será que não sabe muito bem como fazer contas???

Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 

Colaborador político e colunista mensal do Blog.





sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

SANTOS EMPRESÁRIOS BRASILEIROS

Agora os novos e os velhos desafios estão a nossa frente novamente, até aí nenhuma novidade.
Até o momento tenho visto soluções simples para problemas complexos. Dizem que é preciso suprimir direitos trabalhistas para se ter crescimento econômico. Dizem que, tem que acabar com a justiça do trabalho para gerar trabalho. Dizem que, a culpa é do trabalhador que reivindica seus direitos outrora usurpados por empresários ou contratantes desonestos.
Querem comparar o empresário brasileiro, com o empresário americano? Não, isto ninguém quer comparar! Só querem, comparar as Leis americanas e os trabalhadores americanos, com as Leis brasileiras com os trabalhadores brasileiros.
Em sua ganância desenfreada muitos empresários brasileiros, corrompem o Estado, fraudam produtos, cometem os mais variados crimes fiscais, ambientais e financeiros contra o país e contra todo o povo brasileiro, cometem verdadeiros crimes contra á humanidade.
Estes empresários são os mesmos que precarizam as relações de trabalho, são eles mesmos que deixam de cumprir com as Leis, sejam elas trabalhistas, cíveis ou criminais, sim, são eles mesmos os senhores imaculados, os tão sofridos capitalistas brasileiros que querem ser canonizados quando investem o capital que tomaram emprestado do Governo a juros baixos. Querem aplausos, e querem também se tornar santos diante da sociedade corrupta que eles mesmos ajudaram a construir.
Para o empresariado brasileiro a culpa do seu próprio fracasso é dos trabalhadores que são improdutivos, que são desqualificados, a culpa do seu fracasso em obter mais lucro é do Governo, mas nunca deles mesmos que também podem ser improdutivos e malandros, tais quais aos trabalhadores que eles tanto criticam.
Esta crítica que eu escrevo não se trata de um ataque ao empresariado sério e honesto deste país, nem tão pouco um ataque aos empresários desonestos deste pobre Brasil e muito menos uma defesa ampla e irrestrita do povo brasileiro. 
Esta crítica é somente a exposição da realidade, vivemos em um país em que a mentalidade predominante é aquela a onde o sujeito só sabe jogar a culpa nos outros, de um lado trabalhador culpando o empresário do outro lado o empresário culpando o trabalhador, que por sua vez se juntam em um coro para culpar o Governo. 
Se, apenas um vez, tivermos a coragem de admitir que todos somos culpados, e por tanto, todos somos responsáveis por tudo que está acontecendo, teremos dado o primeiro passo para sairmos dessa situação. 
As injustiças e as corrupções sempre irão existir, o que não podemos deixar acontecer é que elas sejam as regras que conduzem o nosso povo.  


Escrito por,
Alexandre Alberto
PRESIDENTE  SINGAPAR 
    

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

ADEUS ANO VELHO, FELIZ BRASIL NOVO

Adeus Ano Velho, Feliz Brasil Novo.
O Ano vai chegando ao fim, e no final das contas, o que todo mundo sempre se pergunta e todos querem saber no balanço a cada final de ano é: o que ele representou, financeiramente pra mim, e o que esperar para o que vem chegando?
A maior preocupação de qualquer cidadão centrado, qual seria, que não os resultados numéricos? Mas; por extensão deveríamos, todos nós, perguntarmos: o que esperar em relação a 2019, e em diante, do que restou deste Brasil velho de 2018?
Neste momento, o questionamento sugere uma reflexão mais ampla, tendo em vista que mudanças significativas devem afetar o país, não ao primeiro momento, mas certamente ao longo do próximo e de futuros anos. Os desafios serão enormes. Há em marcha uma esperança, curiosidade e expectativa em relação à posse do novo presidente da República, eleito dentro de uma circunstância totalmente diferente do cenário que a política apresentou nos últimos 16 anos, e que pode diminuir a ansiedade que aflige toda população brasileira, se este conseguir lograr êxito em relação às suas promessas feitas em sua campanha. Embora sejam segmentos e atividades diferentes, a política está para a economia, assim como a economia não deveria estar para a política, ou seja, uma economia robusta deve fluir livremente e, embora sofra influência direta da política, que na maioria das vezes lhe atrapalha, não há milagres econômicos sem livre concorrência.
O Brasil, neste período, brincou com sua sorte e destino, não podendo mais continuar agindo despreocupada e irresponsavelmente com ares de pouco caso com a coisa pública, sob pena de decretar o sacrifício perpétuo de seu povo e de suas potencialidades. Sob este aspecto, no ranking dos 10 maiores PIB`s do Mundo em 2016, o Brasil ficou na 9ª posição ( em 2014 era a 7ª), conforme dados do Banco Mundial. Trabalhar e produzir mais é a via de retorno ao mercado internacional. Jogamos fora, nas últimas duas décadas, a chance de praticar uma política de externa mais audaciosa e consciente, procurando uma inserção ainda maior no mercado mundial.
A Produção Brasileira de Grãos de 2018, em torno de 230 milhões de toneladas, com predominância para as culturas de soja e milho, os dois juntos representam 86% do total produzido, colocam o país no terceiro lugar como produtor agrícola mundial. O Brasil possui um rebanho bovino de cerca de 220 milhões de cabeças de gado, isto é, um vigoroso produtor de alimentos e com condições de crescer muito mais.
Somos o 5º país mais populoso com 208,8 milhões de pessoas, representando 2,8% da população mundial, neste universo populacional, 80 milhões são economicamente ativas (nos registros do IBGE); portanto, 38,5% da população total (muito pouco percentualmente ) ainda mais porque, 14 milhões de pessoas estão hoje desempregadas.
Porque tantos números? Porque com números não se brinca. Os poucos dados acima citados representam uma pequena grade estatística do é nossa economia.
Com tantas potencialidades e condições, a classificação que o Brasil atingiria no ranking do PIB (Produto Interno Bruto = somatória de todas as riquezas produzidas em um país), partindo-se do princípio que, tivéssemos outra postura ética e moral, com menos corrupção e crimes de toda espécie cometidos dia-a-dia, certamente o colocaria entre os três países mais ricos do mundo.
Temos uma variedade enorme de oportunidades a nossa frente, e com muito potencial a ser explorado, que bem administrado e gerido, pode representar a redenção econômica ao Brasil. Para que isto ocorra, é preciso que nosso povo entenda que devemos estudar, participar e vigiar t do que se refere a nossa política e nossa economia .
Estamos “patinando” com uma economia que não sai do lugar, por insistirmos numa política tacanha e mesquinha, que atrapalha a vida do cidadão e nos impede que sejamos inseridos em outra esfera econômica na comparação com outras nações, onde os números são respeitados, o povo considerado prioridade na gestão pública e riqueza não é sinônimo de ameaça ou motivo de desigualdade, mas sim, o caminho para a prosperidade coletiva. É chegada a hora de darmos a volta por cima.
Seja Bem vindo Brasil novo. E um Feliz 2019.



Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 
Colaborador político e colunista mensal do Blog.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A Nova República.


A Nova República.
A História da República no Brasil inicia em 1889 (República Velha), encerrando com a Revolução de 1930, quando o Brasil deixa para trás  o regime Imperial, ingressando  na República, através de um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. A sequência apresenta Era Vargas 2ª República e 3ª República. Já a República Populista, República Nova e República de 46, - 4ª republica, dura até 1964, quando se dá o nício da Ditadura militar no Brasil, ou Quinta República, que dura até 1985. À partir de 1986, inicia-se a Sexta República, com os Presidentes Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Lembremos que neste período, dois presidentes sofreram impeachment – cassação: Fernando Collor de Mello, Acusações: Crime de responsabilidade, 30 de dezembro de 1992; e Presidente Dilma, processo iniciado em 2 de dezembro de 2015 e que culminou com sua cassação em 31 de agosto de 2016, por crime de responsabilidade (desrespeito a lei orçamentária e improbidade). São 129 anos de história contados resumidamente.
Mas; um fato recente e marcante, leva a pensar e refletir sobre uma nova expressão “cunhada” pelo ex-presidente “Lula”: Eu sinceramente estou assustado é com a "República de Curitiba", porque a partir de um juiz de primeira instância tudo pode acontecer (Em gravação telefônica divulgada no dia 16/3/2016-autos de processo).
Alusão oriunda da Operação Lava Jato, iniciada em 17 março 2014, visando apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou bilhões de reais em propina acarretando consequências  um  efeito dominó, na derrubada dezenas de políticos, prendendo e condenando empresários, por extensão afetando e envolvendo diretores de multinacionais, e dando  início a uma virada histórica no combate a  corrupção em nosso país. A  expressão República de Curitiba, que acabou “colando”, foi  uma denominação “pejorativa” da parte do ex-presidente, hoje condenado e encarcerado na “Nova República”, com ares de zombaria e demérito, tanto para a Operação criada, como ao povo Curitibano, capital do Estado do Paraná. Graças à Lava Jato, o país ainda respira.   
Ao criar a expressão que ganhou corpo e notabilidade, o hoje  alijado do processo político, também acabou abrindo uma brecha grande, demarcando  a diferença entre o “antes e o depois”, assim esperamos. A nova era, da  "República de Curitiba", mandou um recado direto para políticos, autoridades de governos e o empresariado em geral. O último pleito, muito mais que criar um mito, deixou a certeza de que o povo não irá mais aceitar e tolerar a corrupção, a improbidade e incompetência dos agentes que devem liderar e alavancar o desenvolvimento e o progresso do Brasil, sob pena de conseqüências imprevisíveis.
Muito mais do que um basta para o “lulismo” e o comportamento inadequado do PT, caracterizados na falta de patriotismo que deveria nortear as nossas lideranças, o povo mostrou que elegendo um candidato que “saiu do nada, que não tinha chances, não possuía grupo político, azarão, desconhecido entre outros”, a população elegeu um salvador da pátria, que empregou um discurso alinhado  ao comportamento do Juiz Sérgio Moro, outro marco da luta contra as injustiças, roubos e desmandos, contra o crime organizado, contra a falta de comprometimento, contra a corrupção  e contra a falta de patriotismo que deveria  ser a virtude “mor” de nossos líderes políticos. Para piorar o pesadelo daqueles que se locupletaram às custas do erário e da população brasileira, o juiz Sérgio Moro será o ministro da Justiça do próximo governo, com super poderes.
Se não aprenderam até agora, não aprendem mais. Assim como o surgimento do mito, a Nova República de Curitiba poderá ser consagrada como uma nova cruzada do Brasil em direção a outros rumos, que reconduzam nosso país ao caminho da união, da justiça, da paz, do desenvolvimento e do progresso, anseios da população de bem, que além da boa índole, tem demonstrado amor e carinho por nossa pátria e, realmente, esperançoso por uma Nova República...., assim seja!



Escrito por, José Carlos Weil
Economista e Professor. 
Colaborador político e colunista mensal do Blog.

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O trabalhador brasileiro se acostumou a ser omisso, faz parte da cultura brasileira, agir apenas quando a causa é própria e incontestavel...